Podemos cuidar da forma como falamos, mas não podemos controlar a maneira como o outro interpreta. Reflita que, tudo se resume, nos ouvidos de quem ouve e não na boca de quem fala. Podemos oferecer respeito, mas não podemos impedir que alguém se sinta ofendido. Podemos explicar as nossas intenções, mas não precisamos passar a vida justificando aquilo que não fizemos com má-fé. Na convivência, algumas pessoas esperam, que sejamos exatamente, aquilo que elas desejam. Quando isso não acontece, surge a frustração. E, muitas vezes, a frustração transforma-se em cobrança, afastamento ou ressentimento. Por isso, uma das grandes aprendizagens da vida, é substituir, a necessidade de agradar a todos, pela capacidade de permanecer, fiel à própria consciência.
Nem todo conflito, precisa ser vencido. Alguns, precisam apenas ser compreendidos e ressignificados. Quando, a expectativa não encontra correspondência, a frustração pode nascer. E, quando não é acolhida pela consciência, silenciosamente transforma-se em desarmonia. Por isso, algumas relações, não terminam pela ausência de amor, mas pelo excesso de expectativas não compreendidas. A consciência interrompe esse ciclo, quando aprendemos a aceitar o outro, sem exigir que ele seja aquilo que imaginamos. A desarmonia, se instala quando esperamos do outro, aquilo que somente nós podemos oferecer a nós mesmos. Em cada relacionamento, muitas vezes, esperamos que o outro, compreenda aquilo que não conseguimos explicar. Esperamos reciprocidade, na mesma intensidade com que amamos.
Amados, queridos e fiéis leitores. Toda expectativa, é uma promessa que, muitas vezes, fizemos sozinhos. Uma das maiores armadilhas emocionais, é acreditar que, porque amamos alguém de determinada maneira, e essa pessoa, necessariamente deverá nos amar da mesma forma. Mas cada consciência, possui sua própria história. Cada pessoa, possui suas experiências, seus medos, limitações, aprendizados e a maneira particular de demonstrar afeto. Amar alguém, não significa transformar essa pessoa, naquilo que imaginamos que ela deveria ser. Amar, também é aprender, a conhecer o outro como ele é, e não apenas como gostaríamos que fosse. A aceitabilidade, não é submissão e sim, reconhecer a realidade, antes de decidir o que fazer diante dela. Criamos dentro da nossa mente, um modelo de como o outro deveria agir e, depois, sofremos porque ele não correspondeu ao personagem que criamos. É nesse momento, que precisamos retornar ao nosso próprio interior. E aquilo que não foi elaborado, vai criando raízes. Se duas almas se reencontram, é porque existe algo a compreender, reparar, aprender ou simplesmente vivenciar. Talvez seja nesse momento que a expectativa, começa a dar lugar à aceitabilidade, a frustração dá lugar à compreensão e o ressentimento começa, finalmente, a perder sua força. A vida é a escola da alma. E cada encontro, desencontro, reencontro e cada despedida, pode carregar uma lição, que somente a consciência, é capaz de compreender. A maturidade emocional, nasce ao diferenciar, responsabilidade de culpa. O primeiro passo é vencer a si mesmo. E com a estimada, querida e amada Alma gêmea, a nossa eterna gratidão. Bom dia e boas energias. Eu acredito em você.