A solitude não é ausência. É presença. Presença da alma consigo mesmo, em um encontro silencioso onde o Tempo, parece suspender seus ponteiros e a consciência, pode ouvir aquilo que o mundo tantas vezes silencia. Ao longo da trajetória pretérita, cada espírito percorre caminhos, vive experiências, encontra pessoas, constrói afetos e enfrenta desafios, que deixam marcas profundas em sua essência. Algumas dessas marcas, se transformam em sabedoria, outras permanecem, como aprendizados, aguardando o momento oportuno para florescer.
Existem períodos da vida, em que a alma, busca naturalmente o recolhimento. Não como fuga, mas como retorno. É o chamado interior, para revisitar sua própria história, compreender os ciclos vividos e reconhecer os tesouros escondidos nas experiências do passado. A solitude, é o templo onde a alma, conversa com suas memórias mais profundas. É nesse silêncio sagrado, que percebemos que nada foi em vão. As alegrias ensinaram gratidão. As dores ensinaram força. As perdas ensinaram desapego. Os reencontros ensinaram amor. Cada acontecimento, tornou-se uma página do grande livro espiritual, que escrevemos através das encarnações.
Quando olhamos, para nossa trajetória pretérita, com os olhos da consciência, compreendemos, que somos muito mais do que a soma de nossos erros e acertos. Somos viajantes da eternidade, aprendizes da Luz, caminhando em direção ao aperfeiçoamento do ser. A solitude, nos oferece a oportunidade de ouvir a voz do espírito, acima do ruído das preocupações diárias. Ela, nos permite reencontrar nossa essência, fortalecer nossa conexão com Deus absoluto e perceber, que a verdadeira companhia, jamais nos abandona, a presença divina que habita em nosso íntimo.
Aqueles que, aprendem a caminhar, com serenidade pelos corredores da própria alma, descobrem que a solitude não é solidão. É comunhão. Comunhão, com a sabedoria adquirida ao longo dos tempos. Comunhão com os ensinamentos, que cada existência deixou gravados no coração. Comunhão com Deus absoluto, que acompanha silenciosamente, cada passo de nossa jornada evolutiva. E assim, ao contemplar a estrada percorrida, a alma agradece. Não pelos caminhos fáceis, mas por todos os caminhos. Porque, cada experiência, foi uma oportunidade de crescimento, cada desafio, uma escola e cada amanhecer, uma nova possibilidade de iluminar a própria consciência.
Amados, queridos e fiéis leitores. Na solitude, a alma recorda quem foi. Na consciência, compreende quem é. Na fé, descobre quem pode se tornar. A solitude, é uma das mais nobres experiências da jornada humana. Diferente da solidão, que muitas vezes traz a sensação de vazio e abandono, a solitude representa o estado de plenitude interior, onde a alma encontra em si, a companhia necessária para crescer, refletir e evoluir. O silêncio para nos autocurar. Pois, é na solitude, que muitas vezes, encontramos aquilo que passamos a vida inteira procurando. Na solitude, a alma descansa. Na reflexão, a consciência desperta. Na conexão com Deus absoluto, o espírito floresce. Qualquer dia, todos os dias e seja onde for, as palavras anunciam ao coração, que o Tempo transforma as pessoas, mas é você quem decide, no que vai se transformar. E sem querer fui me lembrar do perfume das flores. E com a estimada, querida e amada Alma gêmea, a nossa eterna gratidão. Bom dia e boas energias. Eu acredito em você.