Em reflexão, pelo tempo que perpassa as relações com a humanidade, veja que conviver, é uma das maiores escolas da existência. É na convivência, que revelamos quem somos, aprendemos a amar, exercitamos a paciência e descobrimos nossas limitações. No entanto, é também nesse mesmo espaço, que surgem as maiores decepções. A decepção, raramente nasce das atitudes do outro. Ela, costuma nascer da distância, entre aquilo que imaginamos e aquilo que, a realidade nos apresenta. Criamos expectativas, idealizamos pessoas, acreditamos que elas sentirão, agirão e responderão da mesma forma que nós. Quando isso não acontece, experimentamos a dor da frustração. A ilusão da convivência, consiste em acreditar, que conhecemos, profundamente alguém, apenas porque compartilhamos tempo, espaço ou afetividade. Porém, cada ser humano, possui um Universo interior invisível, formado por suas experiências, medos, crenças, desejos e conflitos. Muitas vezes, convivemos durante anos, sem conhecer, verdadeiramente, o coração de quem está ao nosso lado.
Também, nos iludimos, quando esperamos, reconhecimento constante, gratidão permanente ou fidelidade absoluta. Esquecemos, que cada pessoa, encontra-se em um estágio diferente de maturidade emocional e espiritual. Quem ainda, não aprendeu a amar, dificilmente, conseguirá oferecer, aquilo que nunca desenvolveu dentro de si. Sob uma perspectiva espiritual, toda convivência, possui um propósito. As pessoas, entram em nossa vida para nos ensinar, aprender, reparar, fortalecer ou despertar, aspectos da nossa própria consciência. Algumas, chegam para permanecer, outras, apenas para cumprir uma breve missão. Quando tentamos impedir, o fluxo natural dessas relações, transformamos aprendizado em sofrimento. A decepção, pode ser compreendida, como um convite ao despertar. Ela, rompe a imagem idealizada, que construímos sobre pessoas, situações e até sobre nós mesmos. Embora doa, ela nos aproxima da verdade. A verdade, mesmo desconfortável, sempre liberta.
Amados, queridos e fiéis leitores. Em cada linha aqui é para refletir, e não significa, deixar de confiar nas pessoas. Significa, aprender a confiar com discernimento. Amar, não é fechar os olhos para os defeitos, é enxergá-los, sem perder a capacidade de respeitar o outro e, ao mesmo tempo, preservar a própria dignidade. A convivência saudável, nasce quando substituímos expectativas por aceitabilidade, controle por compreensão e posse por liberdade. Quem aceita que, ninguém é perfeito, sofre menos e amadurece mais. Do ponto de vista psicológico, toda decepção, revela algo sobre nós mesmos. Ela mostra onde depositamos expectativas excessivas, onde buscamos validação e onde ainda dependemos emocionalmente da aprovação alheia. Assim, cada frustração, pode tornar-se um caminho de autoconhecimento. Na visão espiritual, as pessoas, não aparecem por acaso. Muitas delas, funcionam como espelhos. Aquilo que admiramos ou rejeitamos no outro, frequentemente, revela aspectos que, ainda precisamos desenvolver, curar ou compreender em nós mesmos. Perdoar não significa, concordar com atitudes injustas. Significa libertar-se do peso emocional, que mantém a dor viva. O perdão, é um presente que oferecemos à nossa própria paz. Talvez, a maior ilusão da convivência, seja acreditar que, a felicidade depende do comportamento das outras pessoas. A felicidade, é um estado de espírito. A verdadeira paz, nasce quando, compreendemos que, a nossa serenidade, não pode ficar nas mãos de ninguém além de nós mesmos. Ao abandonar as ilusões, a convivência deixa de ser, um campo de cobranças e transforma-se, em um espaço de crescimento. Passamos a amar com mais liberdade, compreender com mais profundidade e escolher com mais sabedoria. Não há certo ou errado, há escolhas. Cada translação, está ao alcance da vossa visão. E com a estimada, querida e amada Alma gêmea, a nossa eterna gratidão. Bom dia e boas energias. Eu acredito em você.