Uma fotografia, guarda tudo aquilo que o Tempo jamais consegue levar. Não são apenas rostos, mas a presença pelos laços invisíveis. As memórias continuam respirando dentro da alma. E nos braços daqueles que chegaram primeiro, a vida se encontra em duas pontas do infinito, o começo e a continuidade. Enquanto uma criança descobre o mundo pela primeira vez, a outra já sorri como quem reconhece o amor, desde antes das palavras. E ali, naquele instante simples, o Universo inteiro repousa em silêncio. O amor verdadeiro, não precisa explicar nada. Ele apenas acolhe, protege e permanece. E pela infância à velhice, a vida vai desenhando em silêncio, o contorno daquilo que nos tornamos. A criança sonha, o jovem descobre e o adulto carrega toda história. E assim, o ancião compreende. Em cada fase, uma parte de nós nasce, enquanto outra aprende a partir. Os brinquedos viram lembranças e os passos apressados, se tornam saudade. E aquilo que parecia eterno, revela a sua delicada passagem pelo Tempo. E algo que permanece, o que foi vivido com verdade. Da infância à velhice, o corpo muda, o rosto muda, a voz muda, mas a essência continua procurando pelo amor, sentido e pertencimento. E talvez envelhecer seja isso, não perder a criança interior, mas finalmente abraçá-la com sabedoria. E assim, no fim, a vida não pergunta quantos anos tivemos, mas quantas vezes fomos verdadeiramente humanos.
Nossas mãos que um dia sustentaram sonhos, agora sustentam gerações. E talvez seja isso a eternidade, perceber que seguimos vivos nas almas que tocamos com carinho. A infância passa. Os anos passam. Mas aquilo que é vivido com amor permanece além do Tempo. Porque existem abraços, que se tornam morada dentro da memória. E existem momentos tão puros, que Deus absoluto, os transforma em eternidade. Tudo aquilo que é vivido com amor, permanece além do Tempo. Há encontros que não pertencem apenas aos dias, mas à eternidade silenciosa da alma. O Tempo modifica os rostos e leva as estações. Ele, transforma os caminhos, mas nunca consegue apagar aquilo que foi sentido pela verdade. Porque, existem sentimentos, que não pertencem ao instante, mas que pertencem à eternidade. Há presenças, que continuam vivendo, mesmo depois da distância, do silêncio e da passagem dos anos. Tudo o que é profundamente verdadeiro, sempre deixa marcas invisíveis na alma. E o amor, quando nasce puro, não desaparece com o Tempo. Ele apenas aprende a existir de outra forma.
Amados, queridos e fiéis leitores. O amor não mora nos relógios, ele mora na presença e nos gestos simples e nos abraços que aquecem sem palavras. E tudo aquilo que nasce do coração, continua existindo, mesmo quando os anos passam como o vento. As memórias feitas de afeto, não envelhecem. Elas apenas criam raízes mais profundas, dentro de nós. Talvez, por isso, algumas pessoas jamais nos deixem de verdade. Porque, quem toca uma alma com amor, permanece além do Tempo. E quando seu nome for saudade, não procure nas fotografias antigas ou nas palavras, pois elas ficam adormecidas pelo Tempo. Procure nos pequenos gestos, no silêncio de cada manhã e pelo vento, atravessando a janela. Na lembrança, que chega sem avisar e aquece o coração, sem explicar. Uma parte de nós, sempre permanece vivendo na memória. O encontro em uma canção distante, em um saudoso abraço ou naquele instante raro, em que a alma, sente o presente da presença, mesmo sem poder ver. O amor nunca termina, ele, apenas aprende a existir, além da matéria e do Tempo. Celebre também, tudo aquilo que um dia floresceu, pela sua jornada terrena, porque a saudade mais profunda, não nasce da perda, nasce do privilégio de ter vivido algo verdadeiro. E com a estimada, querida e amada Alma gêmea, a nossa eterna gratidão. Bom dia e boas energias. Eu acredito em você.