O tempo e o relógio seguem adiante. Envelhecer não é perda, é revelação. Com o tempo, aquilo que era pressa vai se tornando presença. O que antes era ruído, vira silêncio habitado. O tempo nos mostra que, a vida aos poucos começa a retirar os excessos. A trajetória do esforço, nasce com os anos e quase inevitável. O corpo fala mais alto, é verdade. Mas a alma fala mais claro. Há uma beleza silenciosa no envelhecer, é quando já não se precisa provar nada, nem correr atrás de tudo, nem ser para o outro aquilo que não se é para si. É também um encontro. E talvez o maior presente esteja nisso, perceber que o tempo não levou quem você é, apenas retirou o que não era. Envelhecer, no fundo, é a vida te aproximando de você.
Mãe, é a presença antes da palavra, colo antes da dor ser entendida, pela intuição que percebe antes de qualquer explicação. Ter a mãe viva é ter todos os parentes vivos. Mãe é raiz no jeito de cuidar, de esperar, de silenciar e vai moldando a alma com gestos simples que o tempo transforma em eternidade. Mãe é a força que não vem do corpo, vem de algo maior e sagrado. E quando o tempo passa, a gente entende, mãe não foi apenas quem esteve ali, mas quem foi que nos atravessou por dentro e nunca mais saiu. Porque mãe, no fundo, não é só laço de sangue, é vínculo de alma. Nossos tempos de criança, não eram medidos por relógios, mas pela luz do dia e pela vontade de brincar. O tempo passava devagar, ou talvez fosse você que vivia mais inteiro dentro dele. Não havia pressa de chegar, porque tudo já era, ali mesmo. Hoje, lembramos, e não é só saudade, é um chamado.
Mãe, as lembranças da infância não ficam presas no passado, elas atravessam o tempo e chegam silenciosas à fase adulta. Aquilo que era apenas vivido, agora é compreendido. Aquilo que parecia pequeno, revela sua grandeza. A fase adulta não apaga a infância, ela a revela. E talvez amadurecer seja isso, não abandonar quem fomos, mas integrar. Permitir que a leveza da criança encontre a consciência do adulto. Mãe, seguimos adiante com a sua essência e Luz. A vida não anda em linha, ela aprofunda. Como filho, a gente recebe o mundo sem entender direito. Tudo aquilo que antes era recebido, agora é oferecido. O cuidado ganha peso, o amor ganha responsabilidade e a gente começa a entender e muitas vezes tarde, o que um dia vós fizestes nos ensinando a olhar para frente, com o coração dividido entre proteger e permitir. E nesse ciclo, algo se revela, nunca deixamos de ser filhos. Talvez a vida seja isso, um movimento de receber, transformar e devolver. O tempo não leva, ele amadurece o amor.
Queridas, estimadas e amadas mães. Cada linha aqui, nasceu de um lugar profundo, algo silencioso que acreditamos que, ser mãe é permanência e é a base para o todo e ao mais além. Ainda assim, há algo que pode ser sentido além do vínculo entre mãe e filho, que não obedece ao tempo. Não começa no nascimento, nem termina na ausência e na ascensão. E um dia pelos caminhos, o que fica não é a perda, é tudo o que já foi vivido, sentido, trocado. Fica o que foi construído no invisível, pelos gestos e pelo cuidado, o amor que moldou quem hoje somos. E talvez, a verdade mais profunda seja essa, você, amada, querida e estimada mãe, nunca deixou de carregar o filho dentro de si, o filho que nunca deixou de levar consigo. Somos eternamente gratos. Mesmo que a vida mude de forma, o laço não se desfaz. Porque amor assim, não depende de presença física, ele continua, de um jeito que não se explica, mas se sente. E talvez, no silêncio destas linhas, exista também um chamado, no viver agora, dizer o que precisa ser dito, amar sem deixar para depois, porque o tempo, esse sim, não espera. O presente da presença. Mães, parabéns por este dia Universal nesta jornada Terrena. Hoje, amanhã e sempre, feliz dia das mães. E a todas as mães, nossa eterna gratidão. E com a amada, querida e estimada Alma gêmea, a nossa eterna gratidão. Bom dia e boas energias. Eu acredito em você.