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Vigiar e Orar pois cada um é tentado pela que o atrai e o seduz

Assistimos o que perpassa diariamente pelo seio Social, interpessoal, profissional e familiar. Vamos refletir sobre os quatro sentimentos básicos do ser humano que são a alegria, a tristeza, a raiva e medo. Esses sentimentos são considerados universais e servem como base para outras emoções e para o comportamento humano, reforçando as ações do caráter e a índole. Não há certo ou errado, há escolhas. A alegria está ligada aos sentimentos de satisfação e contentamento. Já a tristeza está associada ao sentimento de perda e descontentamento. E assim a raiva é a resposta a frustrações ou injustiças e o medo uma reação ao perigo, servindo como mecanismo de sobrevivência. Nas relações interpessoais do dia, a pessoa com cobiça possui o desejo imoderado e inconfessável de possuir algo que, geralmente, pertence a outrem. A principal diferença é que a cobiça é o desejo de ter algo que pertence a outra pessoa e pode ser motivadora. Já a inveja é a tristeza com a felicidade do outro e o desejo de que essa pessoa perca o que tem, sendo sempre um sentimento negativo. A cobiça foca em ter o bem do outro, enquanto a inveja foca na dor que o sucesso alheio causa no invejoso. 

Freud não abordou a "cobiça" como um termo técnico central em sua teoria, mas o conceito está intrinsecamente ligado às suas ideias sobre o desejo, a inveja e a estrutura psíquica, especialmente no que se refere à busca por satisfação e à relação com objetos de desejo alheios. A cobiça, no sentido de um desejo intenso de possuir algo que pertence a outro, pode ser analisada através de vários conceitos freudianos. Refletindo sobre o desejo e princípio do prazer, para Freud, o aparelho psíquico é movido pelo desejo e regulado pelo princípio do prazer, que busca a satisfação e a evitação do desprazer. A cobiça pode ser vista como uma manifestação desse impulso em direção à obtenção de prazer através da posse de um objeto específico. Já a inveja, Freud discutiu a inveja como o sentimento que um sujeito nutre por outra pessoa, desejando possuir algo que pertence ao outro, a quem ele julga indigno de tal objeto. A cobiça está intimamente relacionada a essa dinâmica, focando na apropriação do objeto desejado. Ampliando o conhecimento, a avareza versus Cobiça, para a psicanálise também distingue a cobiça (querer para gastar/aproveitar) da avareza (querer para guardar/reter), explorando as diferentes motivações emocionais subjacentes a cada comportamento. E assim, assistimos o mal-estar na civilização pela busca incessante por satisfação e a frustração resultante, muitas vezes direcionada a objetos que a sociedade valoriza (como riqueza e posses, que podem levar à cobiça), contribuem para o mal-estar na civilização, uma vez que as limitações culturais e psíquicas impedem a realização plena de todos os desejos. Enfim quando criança, é na fase anal, que embora não diretamente rotulada como "cobiça", a fase anal do desenvolvimento psicossexual de Freud lida com temas de retenção e expulsão, que podem formar a base para traços de personalidade relacionados ao controle e à posse na vida adulta, incluindo a avareza e, por extensão, a cobiça. 

Em suma, a cobiça na psicanálise freudiana é entendida como uma manifestação complexa do desejo humano, entrelaçada com a inveja, a busca por prazer e as dinâmicas inconscientes que regem a relação do indivíduo com os objetos e com os outros. Já Lacan defende que, o inconsciente é estruturado como uma linguagem, e não como um reservatório de conteúdo reprimido. Sua abordagem reformula a psicanálise freudiana ao enfatizar a primazia do significante sobre o significado e ao considerar o sujeito como constituído pela linguagem, que se manifesta em lapsos, sonhos e sintomas. A teoria lacaniana busca analisar a linguagem do inconsciente e sua relação com o desejo, a fantasia e a formação do sujeito em um contexto social. E, complementa, Melanie Klein que a inveja, é um sentimento primário e inconsciente de cobiça direcionado a um objeto que se deseja destruir ou prejudicar. A teoria de Melanie Klein foca nas relações objetais e no desenvolvimento psíquico infantil, com ênfase nos primeiros meses de vida e na fantasia inconsciente desde o nascimento. Ela desenvolveu os conceitos de posição esquizo-paranoide e posição depressiva, além da teoria da inveja e gratidão e do uso da brincadeira como meio de expressão do inconsciente da criança. A teoria enfatiza a importância da qualidade das relações precoces, especialmente com a mãe, para a formação da personalidade.  

A cobiça em grego pode ser traduzida como pleonexia, que significa desejar mais do que o necessário, e um desejo forte ou proibido, especialmente em contextos bíblicos. A pleonexia é um termo que descreve um desejo insaciável e ganancioso por mais, seja material ou de outra natureza. A palavra é composta por pleon ("mais") e exia ("hábito", "condição"). Os Filósofos como Platão a usaram para descrever uma força viciosa e insaciável.
Complementando, o termo Epithymia é mais geral e se refere a um desejo intenso, ardente ou veemente. É frequentemente usado no Novo Testamento para descrever desejos carnais, luxúria ou anseios que conflitam com os princípios divinos. Em alguns contextos, como o mencionado na passagem de 1 Coríntios 10:6 e 1 Coríntios 10:11, a palavra pode ser traduzida como "cobiça". 

A palavra cobiça na Bíblia, significa um desejo imoderado e ardente de possuir algo que pertence a outra pessoa, ou algo que não se tem e que é considerado proibido. É um pecado porque demonstra falta de confiança na bondade de Deus, insatisfação com o que foi provido e pode levar a outras transgressões, como adultério e assassinato. A cobiça é explicitamente proibida no décimo mandamento: "Não cobiçarás". O Mestre Jesus falou sobre a cobiça, que cada um é tentado pela sua própria cobiça, quando esta o atrai e seduz. Então, a cobiça, depois de haver concebido, dá à luz o pecado; e o pecado, uma vez consumado, gera a morte. Os tipos de cobiça incluem a cobiça da carne, que se refere a prazeres físicos como gula e luxúria; a cobiça dos olhos, que é o desejo por bens materiais ou a atração impura por coisas e pessoas; e a soberba da vida, que envolve orgulho e vaidade. Esses tipos de cobiça podem ser entendidos como desejos que "não provêm do Pai, mas do mundo", de acordo com a Bíblia, que também alerta que a cobiça pode ser por fama, poder, status e aprovação. 

Amados, fiéis e queridos leitores. Vigiar e Orar, pois a cobiça é perigosa porque leva à insatisfação, ao descontentamento e à inveja, além de poder ser o gatilho para outros pecados como roubo, adultério e mentira. Ela também pode causar ansiedade, depressão e frustração, e afastar as pessoas de Deus e de valores importantes. A busca incessante pelo que o outro tem é uma corrida sem fim, que nunca traz satisfação real e pode desviar as pessoas de suas prioridades. A principal diferença é que olhar é o ato de direcionar o olhar, que pode ser neutro ou admirativo, enquanto cobiçar é um desejo intenso, desordenado e possessivo de ter o que é do outro. Olhar pode ser um ato de apreciar, mas cobiçar implica em um desejo imoderado de se apoderar, sendo um estado mental de querer o que não lhe pertence. O seu pensar-sentir-agir estão na sua consciência que semeia a criação da sua realidade. Sempre há a oportunidade e a possibilidade de reconciliar consigo mesmo, e realizar a sua reforma íntima e sem martírios e em cada amanhecer, faça uma nova reflexão, para ajustar o seu relógio. Defina-se menos, procure mais. E com a estimada, querida e amada Alma gêmea, a nossa eterna gratidão. Bom dia e boas energias. Eu acredito em você. 


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