Ali estava a escrever a alguns minutos desse novo dia. Sentia a abstinência pelo pensar-sentir-agir que se anuncia. Um sentimento obscuro que eu buscava pela causa desta tal angústia um tanto desconhecida. Sentia que o acúmulo das emoções, era resultante de uma transformação direta dessa tensão. O percurso da existência conduzia pelo processo repressivo e contraditória na realização onírica do desejo. Aquele sentimento de angústia indicava, assim, como em um sonho recorrente pela fobia, que apresentava um papel de recalcamento pela falta de um elo, ou falta de algo que não conhecia, mas parecia que foi suprimido. É desse modo que se apresentava o excesso de emoções.
Logo ali estavam nossos benfeitores da Colônia Manto da Luz, para mais um trabalho socorrista. Foi assim que entendi a presença de tais energias que, realmente não eram minhas. Eles traziam uma mulher agitada, expressão tensa e gesticulando como se arrependesse de algo. O Mentor se aproximou, fez uma reverencia e disse. Amado irmão, ela não se contém e disse precisar conversar com você, pois, sabia de seu desencarne. Eu olhei em seus olhos e a reconheci, e em lágrimas lhe disse. Estou à disposição. Assim, ela se acalmou, ajoelhou-se e me pediu perdão. E ela disse. Me perdoe por ter lhe julgado, eu não sabia o que estava fazendo, usei da maledicência para lhe desmoralizar. Lamento muito. Com isso, você também se distanciou por ter se aborrecido e eu fique ainda mais na solidão. A admiração e amizade que tínhamos se perdeu. Me desculpe e me perdoe por favor. Senti toda a angústia e sem saber o que pensar ou dizer, também me ajoelhei ao seu lado, perdoei e também pedi o seu perdão e disse, eu também sinto muito por tudo. Queria ter agido de forma diferente, mas não consegui, me fechei e me afastei. Eu sinto muito. Fiquei a refletir profundamente que não há certo ou errado, há escolhas. Logo mais, notei já estar sozinho, o ambiente já sereno e um pouco mais aliviado. Continuei a escrever e a refletir em algo premeditado ou uma revelação para o presente. Um misto de palavras não ditas.
Amados, queridos e fiéis leitores. O tempo todo, saber que o fim não existe e que a respiração ansiosa, ao retorno do trauma pela experiência da separação, a começar pelo nascimento da convivência. Desejo, proibição, culpa e angústia são os aspectos que aí se ressaltam enquanto encarnados. O passado remoto, é a mistura emocional de um interno e necessariamente externo, que precisa todo o tempo se externalizar. O sentimento de culpa, elemento psicológico da moralidade, como uma modificação interpessoal, afetiva e social. A garantia da sobrevivência é o objeto e base do amor. O desamparo da angústia, é o motor da ilusão e, na medida em que relacionado ao desamparo das escolhas, a ilusão será criação do auxílio pela certeza de um Pai divino. Os vínculos amorosos desviados, implica em ter de suportar as restrições pulsionais pelas renúncias. A busca no além é a fonte de compreensão para os momentos da construção da gênese das ideias em torno da angústia. A força da angústia, exprime pelo filosofar em torno da vida, da morte física e da culpa onde se descobre o grande engodo da humanidade em acreditar e ser possível ser autossuficiente. Tal experiência me manteve sensível, pois, eu poderia ter ignorado tal experiência e evoluído pela convivência, mas, pelo vinho da alma, permaneço refletindo e nada será como já foi um dia. O Arrependimento no espelho pela descoberta de si mesmo nas decisões humanas. E com a estimada, querida e amada Alma gêmea, a nossa eterna gratidão. Bom dia e boas energias. Eu acredito em você.